Em agosto de 1990 um grupo de chefes que atuavam no Grupo Escoteiro Messiânico de Campinas se surpreendeu com uma resolução do Ministro Chefe da Igreja Messiânica do Brasil, qual seja, “As Igrejas messiânicas do Brasil continuaram a manter grupos escoteiros em suas sedes, no entanto, todos os membros dos grupos deverão ser messiânicos”.

Diante de tal resolução os chefes que não eram messiânicos (a maioria) resolveu reunir os pais dos jovens e explicar a situação.

Nesta reunião os pais juntamente com a chefia resolveram que deveriam procurar outro local para desenvolver atividades escoteiras, uma vez que, por definição.

O Escotismo é um movimento educacional de jovens, sem vínculo a partidos políticos, voluntário, que conta com a colaboração de adultos e valoriza a participação de pessoas de todas as origens sociais, raças e credos, de acordo com seu Propósito, seus Princípios e o Método Escoteiro, concebidos pelo Fundador Baden-Powell e adotados pela UEB.”

Sabe-se que pode haver grupos escoteiros de uma mesma religião e que se regem pelas normas da UEB e da entidade patrocinadora, no entanto, se receber jovens de outros credos deverá respeitar sua opção religiosa.

Assim, conversou-se com a diretoria da Igreja Messiânica e acertou-se que ficariam até o fim do ano como estavam e em nas férias escoteiras procurariam outro local.

Nas reuniões que se seguiram foram vistas várias opções de locais para desenvolver atividades, até que em janeiro de 1991 um sócio da AABB (Associação Atlética Banco do Brasil) marcou uma entrevista com o presidente da AABB. Este nos recebeu e demonstrou muito interesse em que se montasse o grupo em suas dependências e nos ofereceu além do espaço do clube para as atividades uma casa e quatro barracas novas.

Aquele sócio que fez o contato conosco já tinha alguma experiência com o movimento escoteiro como chefe sênior e se ofereceu para ser o chefe da tropa sênior.

Depois destes contatos reunimos novamente todos os pais do Grupo Escoteiro Messiânico e passamos as informações.

Eles aceitarem de imediato e neste mesmo dia foi eleita uma comissão executiva que juntamente com a chefia designaram o Sr. José Inácio de Oliveira para ser o chefe do grupo (antigamente era assim denominado o que hoje é o diretor presidente).

Esta comissão se reunia frequentemente com a futura chefia, para definir os primeiros passos do novo Grupo, alguns jovens participaram ativamente inclusive as ideias de nomes vieram deles.
Muitas sugestões surgiram, mas duas delas foram mais bem avaliadas, uma do sênior Marcelo Daniel (Tapir ou javali) e outra do Jovem Renato Vidal de Oliveira (Jaguaretê – onça em Tupi Guarani) ambas as propostas vieram acompanhadas de desenhos dos brasões e sugestões de lenço.

Durante uma das reuniões entre comissão executiva e chefia chegou-se ao consenso de que o nome Jaguaretê seria o mais adequado.

Depois desta definição foi então solicitada a Autorização Provisória que foi prontamente dada pela Região Escoteira de São Paulo.

Do Grupo Escoteiro Messiânico vieram 12 lobinhos com dois chefes, 28 escoteiros com dois chefes e duas mães interessadas em montar a tropa feminina que inicialmente ajudaram na tropa masculina, vieram também 12 seniores que não tinham chefia e o Sócio da AABB os assumiu.

E, no dia 16 de fevereiro de 1991 iniciamos as atividades com os jovens que já vinham do messiânico e rapidamente se juntaram a estes os jovens da associação.

O grupo messiânico continuou com os membros messiânicos que lá ficaram.

Em 15/06/1991 fizemos a inauguração do Grupo com as promessas dos jovens que iniciaram no novo grupo.
O grupo teve neste período 1991 a 1994 um crescimento vertiginoso chegando a 200 membros.
Em 1994 o grupo passou novamente por dificuldade, pois com a mudança da diretoria da Associação o novo presidente exigia que todos os membros do Grupo fossem sócios da Associação que de novo ia contra a definição e os princípios do Movimento Escoteiro.

No entanto, na minuta feita entre a Associação e o Grupo Escoteiro havia uma cláusula que obrigava a Associação ficar com o Grupo por pelo menos mais seis meses depois de algum possível rompimento.
Neste tempo conseguimos graças a um pai de escoteiro que era diretor do Bosque dos Guarantãs que fossemos para lá. Lá conseguimos a cessão de uma área da prefeitura para que construíssemos nossa sede, no entanto, tudo o que era construído e utilizado nos fins de semana pelo Grupo era destruído o material do grupo era furtado.

Até que em assembleia do Grupo resolvemos ir provisoriamente para uma escola vizinha do Bosque (escola Castelo Branco).

Ficamos na escola por dois anos até que por conta da gripe suína a escola começou a fazer reposição das aulas aos sábados dia de nossas atividades e pensamos em mudar para o domingo. No entanto, a escola não podia nos ceder o domingo, pois não tinha funcionários e já havia outras atividades que seriam segundo eles incompatíveis com as atividades escoteiras.

Surgiu então a oportunidade de irmos para o Parque das Águas. Conversou-se com o diretor que nos autorizou a desenvolver nossas atividades neste espaço.

Quando terminou o ano e poderíamos então voltar à escola os jovens queriam continuar no Parque.
Reuniram-se os pais em assembleia e com quase consenso, pois houve uma abstenção resolveu-se ficar no parque e lá estamos até o presente momento.

O grupo completará no próximo dia 15 de julho de 2012, 21 anos de muita luta, fazendo simplesmente escotismo.

Com inúmeros jovens ex-escoteiros, que hoje pais, trazem os seus filhos para o movimento acreditando nos princípios e fundamentos do Escotismo praticados pelo Grupo Escoteiro Jaguaretê.

Nesses anos, muitos jovens passaram pelo Grupo, alguns permaneceram até hoje se tornando chefes, outros foram embora para outras cidades.

Muitos Cruzeiros do Sul, Lis de ouro, Escoteiro da Pátria foram conquistados. Uma insígnia de BP e algumas insígnias de Madeira.

O que importa é que nesse período de 20 quase 21 anos o Grupo Escoteiro Jaguaretê contribuiu com milhares de jovens ajudando-os a realizar suas plenas potencialidades físicas, intelectuais, sociais, afetivas e espirituais. E, especialmente o desenvolvimento do caráter.

Gerando cidadãos responsáveis, participantes e úteis em suas comunidades.

 

 
 

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